1. Plot e argumento. Se você (enquanto produtora) não tem grana ou não quer investir em conteúdo original, adapte livros. O texto está lá, diálogos, roteiros, plot, cenas. O trabalho duro já está feito. Apple só produz adaptações ou produtos com uma temporada, roteiro 100% pronto antes de filmar. Exceção do For All Mankind (que está desgastado, mas ainda segura o interesse) e Pluribus.
2. Ciclo de interesse e curto-prazismo das 'redes' (de TV ou streaming). Imagino um Breaking Bad hoje em dia. A parada só vinga na segunda (terceira?) temporada. Desenvolver um texto zerado com inicio meio e fim custa e colocar no compasso correto de uma série de TV por vezes demanda investimento e gasto de tempo de exibição. Se a atenção da audiência é de peixe dourado, a paciência dos estúdios e produtoras pro retorno financeiro é menor ainda.
De resto, não achei o fim de The Boys tão ruim assim. O gibi já era bem merda. A série é melhor que o gibi mesmo nos momentos mais fracos.
Não levei o ponto dois em consideração no artigo, bela colaboração. Faz todo sentido nessa "era moderna" do streaming (curiosamente, foi o streaming que salvou Breaking Bad hehehe)
Eu discordo um pouco. Acho que essas séries já vinham se deteriorando há bastante tempo. Para mim, a grande questão é por que as pessoas só conseguem enxergar esses defeitos quando o final acaba sendo decepcionante.
Game of Thrones, por exemplo: eu gosto do final. Acho que ele só vira um problema para quem não percebeu o nível que a série tinha alcançado depois que o George R. R. Martin deixou de servir como base direta para a história. A temporada anterior já tinha vários furos de roteiro e situações difíceis de engolir. O final apenas foi coerente com o que a série tinha se tornado havia pelo menos três temporadas.
Stranger Things talvez seja o caso mais complicado, porque os próprios irmãos Duffer mostraram, na última temporada, que eram capazes de fazer algo muito melhor. Ainda assim, a qualidade está bastante alinhada com a das temporadas anteriores; só não percebeu isso quem não queria perceber.
The Boys, para mim, é quase um surto coletivo. A série parece uma grande desconstrução apenas para quem está acostumado com o universo cinematográfico da Marvel, mas não acompanha quadrinhos há muito tempo. Tirando o Karl Urban e o Antony Starr, além de algumas exceções pontuais, boa parte do elenco entrega atuações dignas de Os Trapalhões, especialmente na primeira temporada, que alterna momentos fantásticos do Homelander com cenas absolutamente constrangedoras.
Fun fact: No Canadá, estava passando uma propaganda de laxante no meio dos episódios. Achei uma simbologia involuntariamente apropriada daquilo tudo.
HAHAHAHAA Diogo, tu devia ter ouvido a risada que eu dei no teu fun fact. Pode discordar à vontade, eu só quis mostrar alguns processos endêmicos à produção moderna de séries, que não ocorriam na época da TV aberta/cabo.
Gordirro, era um daqueles comerciais vagabundos de tv americana, com imagens do que acontecia dentro do estômago com a mxxxx. Absolutamente cômico e surreal.
A discordância é só para a gente criar uma discussão. Ótimo texto.
The Boys precisava de uma enxugada homérica. Em no máximo três temporada estava tudo contado (eu ficaria com duas de mais episódios).
A qualidade de produçao de ST se manteve sim, mas a 4a temporada meio que não serviu de nada quando o vilão sobreviveu pra voltar e a luta ser a mesma na quinta. Ganância pura. Podiam ter amarrado melhor a 4a e encerrar por ali.
Eu ADORO esses comerciais vagabundos americanos. Quando viajo, fico mais curtindo isso do que a programação local. Sou o maluco que troca de canal caçando propaganda :D
Dois pontos rápidos:
1. Plot e argumento. Se você (enquanto produtora) não tem grana ou não quer investir em conteúdo original, adapte livros. O texto está lá, diálogos, roteiros, plot, cenas. O trabalho duro já está feito. Apple só produz adaptações ou produtos com uma temporada, roteiro 100% pronto antes de filmar. Exceção do For All Mankind (que está desgastado, mas ainda segura o interesse) e Pluribus.
2. Ciclo de interesse e curto-prazismo das 'redes' (de TV ou streaming). Imagino um Breaking Bad hoje em dia. A parada só vinga na segunda (terceira?) temporada. Desenvolver um texto zerado com inicio meio e fim custa e colocar no compasso correto de uma série de TV por vezes demanda investimento e gasto de tempo de exibição. Se a atenção da audiência é de peixe dourado, a paciência dos estúdios e produtoras pro retorno financeiro é menor ainda.
De resto, não achei o fim de The Boys tão ruim assim. O gibi já era bem merda. A série é melhor que o gibi mesmo nos momentos mais fracos.
Não levei o ponto dois em consideração no artigo, bela colaboração. Faz todo sentido nessa "era moderna" do streaming (curiosamente, foi o streaming que salvou Breaking Bad hehehe)
ah! não achei o final dos The Boys decepcionante. me decepcionaria se esperasse algo sensacional. não era o caso.
Eu discordo um pouco. Acho que essas séries já vinham se deteriorando há bastante tempo. Para mim, a grande questão é por que as pessoas só conseguem enxergar esses defeitos quando o final acaba sendo decepcionante.
Game of Thrones, por exemplo: eu gosto do final. Acho que ele só vira um problema para quem não percebeu o nível que a série tinha alcançado depois que o George R. R. Martin deixou de servir como base direta para a história. A temporada anterior já tinha vários furos de roteiro e situações difíceis de engolir. O final apenas foi coerente com o que a série tinha se tornado havia pelo menos três temporadas.
Stranger Things talvez seja o caso mais complicado, porque os próprios irmãos Duffer mostraram, na última temporada, que eram capazes de fazer algo muito melhor. Ainda assim, a qualidade está bastante alinhada com a das temporadas anteriores; só não percebeu isso quem não queria perceber.
The Boys, para mim, é quase um surto coletivo. A série parece uma grande desconstrução apenas para quem está acostumado com o universo cinematográfico da Marvel, mas não acompanha quadrinhos há muito tempo. Tirando o Karl Urban e o Antony Starr, além de algumas exceções pontuais, boa parte do elenco entrega atuações dignas de Os Trapalhões, especialmente na primeira temporada, que alterna momentos fantásticos do Homelander com cenas absolutamente constrangedoras.
Fun fact: No Canadá, estava passando uma propaganda de laxante no meio dos episódios. Achei uma simbologia involuntariamente apropriada daquilo tudo.
HAHAHAHAA Diogo, tu devia ter ouvido a risada que eu dei no teu fun fact. Pode discordar à vontade, eu só quis mostrar alguns processos endêmicos à produção moderna de séries, que não ocorriam na época da TV aberta/cabo.
Gordirro, era um daqueles comerciais vagabundos de tv americana, com imagens do que acontecia dentro do estômago com a mxxxx. Absolutamente cômico e surreal.
A discordância é só para a gente criar uma discussão. Ótimo texto.
The Boys precisava de uma enxugada homérica. Em no máximo três temporada estava tudo contado (eu ficaria com duas de mais episódios).
A qualidade de produçao de ST se manteve sim, mas a 4a temporada meio que não serviu de nada quando o vilão sobreviveu pra voltar e a luta ser a mesma na quinta. Ganância pura. Podiam ter amarrado melhor a 4a e encerrar por ali.
Eu ADORO esses comerciais vagabundos americanos. Quando viajo, fico mais curtindo isso do que a programação local. Sou o maluco que troca de canal caçando propaganda :D